Investir no Brasil dá muito lucro

Em busca de bons negócios, fundos asiáticos investem pesado no Brasil

O Brasil tem atraído os Fundos Soberanos de Cingapura.
Rubens Serra e José Henrique Azeredo, sócios da B2L Investimentos S/A, estiveram recentemente naquele país do sudeste asiático participando da apresentação de um novo empreendimento imobiliário no nordeste brasileiro. Promovido por um grupo de investidores asiáticos que já possuem projetos realizados no Brasil, o evento contou com cerca 1.100 participantes – em sua maioria de Cingapura mas com presenças significativas da Tailândia, Malásia e Hong Kong.

O resultado superou as expectativas. Investir no Brasil gera alta lucratividade. Para efeitos de comparação, hoje a rentabilidade de um investimento local, em Cingapura, é em geral de 1% ao ano, já no Brasil, o rendimento supera 12% ao ano.

E se engana quem pensa que, por causa do atual cenário de crise, os investimentos estão sendo reduzidos no Brasil. De acordo com Serra, os investidores via Fundos Soberanos não estão preocupados com a situação de nossa economia, pois a visão deles é de que a crise não é econômica, mas sim política e passageira. O sucesso deste evento em Cingapura comprova isso. “Foram levantados cerca de US$ 12 milhões para um empreendimento imobiliário no nordeste brasileiro. O discurso deles é que o melhor momento para se investir no Brasil é agora, já que os ativos estão mais baratos”, explica Serra, sócio gestor da B2L.

Outros Fundos estão fazendo grandes negócios no Brasil. Recentemente o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) adquiriu uma fatia de 13% do capital da Rede D’Or, maior grupo hospitalar do país, por US$ 1 bilhão, segundo fontes do setor. E a Temasek, empresa de investimentos de Cingapura, fechou negócio com a Klabin, empresa brasileira de papel e celulose. Ao lado do grupo Ligna, a companhia se comprometeu a investir até US$ 550 milhões (cerca de R$ 1,27 bilhão) em debêntures conversíveis em ações da companhia.

De acordo com a Associação Internacional dos Fundos de Investimento (IIFA, na sigla em inglês), no final de 2013, o patrimônio administrado pelos fundos de investimento em todo o mundo era o equivalente a R$ 72,32 trilhões.

Os fundos de investimentos canalizam a poupança de milhões de poupadores particulares em todo o mundo e desempenham um papel-chave no financiamento de empresas dos mais variados setores, como mineração, energia renovável, imobiliário, entre outros.

A B2L Investimentos atua junto a empresas e fundos de investimentos. Seu grande diferencial é a parceria com os maiores fundos nacionais e estrangeiros,observando e prospectando o movimento de médias empresas em 25 estados brasileiros.

“Eu acredito que no mundo ainda temos situações de sobra de dinheiro. O que falta são bons negócios. Aquele que tiver um bom negócio na mão terá uma ferramenta e tanto. E não necessariamente terá que se desfazer de sua empresa;ele pode apenas trazer um sócio ou fundos que injetem recursos para incrementar o negócio. Os fundos continuam buscando boas oportunidades no mundo inteiro e com o Brasil não é diferente. Eles estão animados, querendo conhecer mais o país”, explica Rubens Serra.

Há dois meses, em visita ao Brasil, o vice-premiê e ministro das Finanças de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, já havia declarado que empresas e o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) estão interessados no plano de investimentos brasileiro de infraestrutura. “O mais importante foi me encontrar com líderes empresariais brasileiros que têm relações com Cingapura e a Ásia, e com executivos de Cingapura que veem oportunidades no Brasil. As melhores oportunidades de investimentos estão nos períodos de dificuldades”, observou. Nesta mesma época, foram anunciados grandes negócios envolvendo o GIC no Brasil.

Fonte: Alec