Infraestrutura é destaque nos desembolsos do BNDES no ano

O setor de infraestrutura foi o que mais recebeu aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre janeiro a outubro, segundo dados divulgados ontem pela instituição.

Do total de R$ 105,5 bilhões de desembolsos no período 38,7% (ou R$ 40,8 bilhões) correspondem ao segmento). Os destaques foram energia elétrica (R$ 14,6 bilhões) e outros transportes (R$ 6,2 bilhões), onde estão classificadas operações com transportes metroviário, aéreo, aquaviário e dutoviário.

Para o setor da indústria, os desembolsos atingiram R$ 30 bilhões (participação de 28%), seguido por comércio e serviços, com R$ 23,3 bilhões, e agropecuária, que recebeu R$ 11,5 bilhões.

Por outro lado, na comparação com os dez meses de 2014, os desembolsos tiveram retração de 28%, de acordo com o BNDES. Em 12 meses até outubro, as liberações totais diminuíram 23%, para R$ 146,8 bilhões.

As aprovações, no total de R$ 81 bilhões, recuaram 46%, mesmo percentual de redução das consultas, que totalizaram R$ 108,6 bilhões.

E, da mesma forma, a infraestrutura também foi o setor que apresentou o maior volume de aprovações, de R$ 28,5 bilhões (35% do total), puxada pelo segmento de energia elétrica (total de R$ 9,5 bilhões), onde estão incluídos os projetos de energia eólica, com investimentos crescentes. Já as aprovações do setor da indústria atingiram R$ 23,8 bilhões, com participação de 29% sobre o total aprovado pelo banco de fomento no período.

Por porte de empresa, do total dos desembolsos realizados até outubro deste ano, 30% tiveram como destino as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Foram R$ 31,4 bilhões distribuídos em cerca de 780 mil operações de financiamento. Somente o Cartão BNDES, instrumento de crédito voltado especificamente às MPMEs, os desembolsos foram de R$ 9,6 bilhões, com incremento de 4% na comparação com o ano passado.

Ainda conforme o BNDES, as liberações para os segmentos que compõem a denominada “economia verde” também apresentaram expansão neste ano, com R$ 23 bilhões – alta de 10,7% na comparação com janeiro a outubro de 2014. “Nesta rubrica, com base em classificação internacional, estão projetos relacionados a energias renováveis e eficiência energética, produção florestal, modais de transporte híbridos e elétricos, saneamento e melhorias agrícolas, entre outros.”

Por região, nos dez meses de 2015, para as regiões Norte e Nordeste, o banco de fomento desembolsou um total de R$ 25,3 bilhões, o que elevou para 24% a participação dessas regiões nos desembolsos totais da instituição. Em 2014, este percentual havia sido de 21%. Para a instituição, o resultado confirma sua política de desconcentração do crédito.

Fonte: Grandes Construções