Encontro da construção civil discute o futuro do setor

A parceria da Caixa com os empresários da construção civil na busca de novas fontes de recursos para o financiamento imobiliário foi elogiada pelo vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, na abertura do encontro nacional do setor (Enic 2015) em Salvador no dia 23 de setembro.

Segundo ele, a terceira fase do Minha Casa Minha Vida deverá ter metas desafiadoras para manter os patamares de emprego e renda obtidos nas duas primeiras etapas.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas aponta que, desde sua criação, em 2009, o Minha Casa Minha Vida, que já entregou 2,3 milhões das 4 milhões de moradias contratadas, criou uma média de 244 mil postos com carteira assinada ao ano e gerou R$ 17,8 bilhões em arrecadação direta de tributos.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, fez sugestões para aprimorar o Minha Casa Minha Vida, especialmente em relação à burocracia para a contratação de obras. Martins afirmou que se o processo fosse mais ágil, a indústria poderia ter construído 480 mil unidades a mais sem custos adicionais ao programa.

Também presente na cerimônia de abertura, o governador da Bahia, Rui Costa, afirmou que o Estado está oferecendo áreas públicas para a construção de novos imóveis para a faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, destinada a famílias de baixa renda – até agosto, o programa já havia entregue 153,9 mil unidades na Bahia, beneficiando 615,6 mil pessoas.

Na avaliação de Costa, a geração de novos empregos na construção civil depende do empenho do estado em manter as obras públicas e da parceria com o Governo Federal na área de habitação, especialmente na terceira fase do Minha Casa Minha Vida.

Fonte:ALEC